segunda-feira, 4 de julho de 2011

A Falta que Nos Move

É um daqueles filmes em que o você gosta ou você não gosta. Eu não gostei.




Título Original: A Falta que Nos Move
Ano: 2009
Direção: Christiane Jatahy
Elenco: Kiko Mascarenhas, Pedro Brício, Marina Vianna, Cristina Amadeo e Daniela Fortes.
País: Brasil








Cinco amigos reunidos numa casa em plena véspera de Natal, num chuvoso Rio de Janeiro. A missão é preparar o jantar para eles e para uma pessoa que eles não sabem quem é e nem se vai aparecer. Com o passar da noite, os cinco amigos se deixam levar pelas muitas taças de vinho e muitos cigarros fumados e vão soltando histórias de vida, casos de amor, traumas. Um filme cheio de revelações.. E fica mais interessante quando você sabe que ali (teoricamente) não tem atuação: cada um é cada um e cada qual é cada qual. Não há personagens, nem falas programadas. Segundo a diretora Christiane Jatahy, “Cada ator recebeu um roteiro que continha apenas instruções sobre sua atuação, ou seja, nem sempre sabia qual seria a reação do outro”. Mais ainda: segundo ela, algumas cenas foram propostas sem os atores saberem se elas entrariam ou não no filme.
Kiko Mascarenhas e Cristina Amadeo

Confesso que quando eu vi o trailer eu fiquei bem animado. Imaginei que fosse um filme sensacional, legal de assistir. Havia gostado da idéia e botei fé. Saí da sessão de um filme e fui correndo pra ver a única sessão do dia. Cheguei animado e... Bom, no meio do filme eu parei, passei a mão na cabeça e peguei o celular pra ver o horário. Isso pra mim pode significar apenas duas coisas: ou eu estava com pressa pra fazer alguma coisa que também tinha horário certo ou eu já não estava mais interessado no filme. E como eu podia fazer daquele sábado o que eu bem entendesse, sobrou a segunda opção. Ao contrário de todas as críticas que eu li sobre o filme (até o Bonequinho viu e aplaudiu de pé) e provavelmente também da comunidade cult/alternativa, eu não gostei.
A parte que eu mais gostei mesmo foi o final, quando Pedro (o mais chato dos cinco) revela que está “muito pu%&” e pede que todos se sentem e forcem um choro pra demonstrarem que suas dores são realmente importantes em meio às outras dores do mundo. Deixo claro que o mérito dessa cena está na música que ele colocou pra tocar: um excelente instrumental de violoncelo que eu ainda vou descobrir de qual CD é. Uma música tão bonita, tão profunda e tão apropriada que deixa aquele ar de “será mesmo que não é tudo planejado?”. Ah, sim! Pra mim é exatamente esse o destaque do filme: uma mesinha com muitos CDs e um player sensacional. Parabéns pra Christiane Jatahy por isso.

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