O problema da primeira impressão
Título Original: Cilada.com
Data de Lançamento: 2011
Direção: José Alvarenga Jr.
País: Brasil
O cinema nacional ta crescendo cada vez mais. A cada ano que passa mais filmes brasileiros batem ponto nos cinemas. E o melhor disso tudo é que na maioria das vezes o retorno é bem agradável, às vezes até surpreendente (vide Tropa de Elite 2).
Esperava isso de Cilada.com, justamente por vir com duas cargas importantes: o nome do filme e o ator principal.
O filme tem sim situações engraçadas, piadas pertinentes e inteligentes, personagens excelentes e um bom roteiro. E tudo isso dá boas gargalhadas. Até mesmo o trailer conseguiu pegar apenas algumas partes engraçadas, ao contrário da maioria dos trailers de filmes de comédia, que em um minuto e meio enchem com as cenas mais divertidas. É inevitável: do início ao fim, você ri até a barriga doer.
 |
Bruno Mazzeo
O problema é justamente o que eu comentei no final do primeiro parágrafo: não é o que você imagina que vai assistir no cinema. Quando você pensa na série Cilada, você imagina situações bem elaboradas, Débora Lamm e seu incrível personagem, o psiquiatra, o bad boy. E quando você entra no cinema, é exatamente isso que você quer ver. Mas quando o filme vai passando, nada disso aparece e, no final, você fica com aquele sentimento de que está faltando alguma coisa.
Aí você vem e diz que “não dá pra passar o formato série pra um filme de quase duas horas”. Eu posso concordar contigo em parte, mas direi com convicção que daria pra adaptar e equilibrar uma coisa com a outra. E isso não aconteceu. Mas eu te garanto: se o nome do filme fosse qualquer coisa que não seja ligada à série, eu não teria escrito esse terceiro parágrafo inteiro.
E quanto aos personagens: Serjão Loroza é Marconha, um cineasta amador excêntrico, fã de um cineasta esloveno qualquer e, como o próprio apelido já diz, maconheiro. E sendo um personagem de Serjão Loroza, é hilário. Carol Castro é Mônica, a linda e sensualíssima (e quase perfeita) colega de trabalho de Bruno. Augusto Madeira é o amigo de Bruno que sempre faz os melhores comentários, as melhores dicas – isso no melhor jeito irônico de falar – e tem a agradável mania de soltar gírias em inglês. Tal como Serjão Loroza e Marconha, é hilário. Fúlvio Stefanini rouba qualquer cena com uma peruca branca, feita na medida, mas não para ele. Vale destacar a cena da discussão com sua filha pelo telefone, uma das que tem mais palavrões e também uma das que arranca mais gargalhadas. Thelmo Fernandes, parceiro de trabalho de Bruno, protagoniza uma das cenas mais constrangedoras do filme. E Bruno Mazzeo, gente, é Bruno Mazzeo, e dispensa comentários.
|
Nota: impagável mesmo é a cena em que quatro negros interpretam japoneses num restaurante temático, sendo que um deles ainda é o incrível Jorginho da Promoinfo. Sensacional!
Nenhum comentário:
Postar um comentário